25 de Julho – Quarta-feira
“Portanto vigiai, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.”
Mateus 24:42
O tema da volta de Cristo é um dos mais fascinantes da Bíblia porque fala da certeza da nossa vitória sobre o pecado, bem como da eliminação do mal do Universo.
Após falar dos sinais que antecederiam Sua vinda, Jesus, possivelmente tendo em mente a figura dos antigos sentinelas (homens responsáveis por fazer soar o alerta diante de algum perigo iminente), disse algo muitíssimo importante para aqueles que desejam um dia estar em pé diante do trono do Cordeiro: “Vigiai”.
Lembro-me de que quando atuava como Militar da Aeronáutica. Ainda no período de treinamento, ensinavam-nos que um soldado em seu posto de serviço não deve ter sua atenção desviada por nada, para não perder o foco de sua missão. Isso era muito repetido. Porém, num belo dia, quando estava como sentinela, muito cansado pelas atividades daquele dia, cochilei. Faltavam apenas cinco minutos para que eu deixasse o serviço e fosse para casa passar alguns dias de folga do quartel. Acredito que aquele sono não tenha durado nem um minuto. Fui despertado por alguém que me disse: “Soldado, você não deveria estar vigiando?” Como consequência desse ato, fui detido, perdendo o privilégio de sair. Por um minuto de sono, passei muito tempo sozinho, isolado de todos.
Este incidente sempre me faz recordar as palavras de Jesus sobre o estado de vigilância que devemos ter ao vivermos neste mundo marcado por incertezas e pela incredulidade humana.
Penso que o conselho dado por Jesus é muito apropriado para este tempo em que estamos vivendo. Devemos vigiar, não apenas aguardando a volta de Cristo no sentido teológico, mas também no que diz respeito à nossa vida diária e à forma como vivemos diante de uma sociedade que vive em busca de algum tipo de referência. Vigiar para não perdemos o primeiro amor, aquilo que nos fazia felizes mesmo diante das piores dificuldades e situações. Vigiar para que nossos marcos já estabelecidos não sejam retirados pelas muitas teorias da mente humana. Vigiar para nossa relação com os nossos semelhantes seja de empatia, onde cada um esteja sempre preocupado com o bem-estar do seu próximo. Vigiar na pregação do evangelho, tornando nossas mensagens atrativas pela presença constante de Jesus. Vigiar em nossa relação familiar, estando sempre atentos às muitas armadilhas que nos rondam cada dia.
Que Deus nos ajude, pelo Seu poder, a permanecermos sempre vigiando, para não sermos apanhados de surpresa (ver Apocalipse 3:3).
Pastor Jeremias Gonçalves de Almeida
Missão Alagoas - UNeB
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